terça-feira, 27 de setembro de 2016

Lançamento do livro 'letras para melodias corporais'





Depois da nossa campanha no Catarse que contou com a força-tarefa de um monte de gente querida, nós da Edições de Risco e o autor Tadeu Renato, queremos convidar vocês para o lançamento do livro LETRAS PARA MELODIAS CORPORAIS!

Será o momento de todo mundo conhecer o resultado final desse processo, retirar os livros comprados em pré-venda e as recompensas. O livro também poderá ser comprado no dia do lançamento e o Tadeu estará lá para autografá-los!

E ainda teremos muita música boa:

Discotecagem: Felipe Antunes

às 18:30h: um pocket show com Marina Melo e Gabriel Serapicos
às 20h: a performance "brechas" de Julia Teles e Tadeu Renato, com vídeos de Caio Souza, baseada nos poemas do LETRAS PARA MELODIAS CORPORAIS.

O pessoal dos coletivos Contraponto e Formigueiro estarão vendendo comes e bebes no bar! :)

Espaço Contraponto
R. Medeiros de Albuquerque, 55 – Vila Madalena
http://contraponto55.ato.br/

Edições de Risco
http://www.edicoesderisco.com.br/

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Sobre o silêncio...


"Deleuze, o filósofo que acompanho faz tempo, dizia que nós somos atravessados a tal ponto de palavras inúteis, que é preciso criar vacúolos de silêncios para poder ter algo a dizer. Então, essa maneira de criar silêncios para que possam surgir coisas não previstas, não formatadas previamente, é o que alguns artistas, alguns criadores, mas também alguns experimentos coletivos, tentam sustentar hoje. Tentam produzir outro ritmo, outra respiração, outros vazios, outros silêncios para que algo possa fazer sentido novamente."


PETER PAL PELBART
(acesse o link para entrevista completa)

terça-feira, 6 de setembro de 2016

BOCAGE (1765 – 1805 PORTUGAL)

SONETO XII


A frouxidão no amor é uma ofensa,
Ofensa que se eleva a grau supremo;
Paixão requer paixão; fervor, e extremo;
Com extremo e fervor se recompensa.

Vê qual sou, vê qual és, vê que dif(e)rença!
Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo;
Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo;
Em sombras a razão se me condensa.

Tu só tens gratidão, só tens brandura,
E antes que um coração pouco amoroso
Quisera ver-te uma alma ingrata e dura.

Talvez me enfadaria aspecto iroso;
Mas de teu peito a lânguida ternura
Tem-se cativo, e não me faz ditoso.

Gregório de Matos (1636 – 1696)


Das Circunstâncias



Lìngua de Fogo


sereia