sexta-feira, 15 de julho de 2016

letras para melodias corporais II


E continua a campanha no CATARSE para financiamento coletivo do meu livro de poemas visuais.

Abaixo um vídeo de divulgação, com o poema FILOSOFIA NA ALCOVA.

Participação de muitos amigos.

video

quinta-feira, 30 de junho de 2016

letras para melodias corporais - o livro



e finalmente publicarei meu primeiro livro de poemas / uma experiência visual, plástica,
performática / em parceria com a Edições de Risco / está no catarse, pedindo apoio /
financiamento coletivo / colabore / participe /
 divulgue / leia leia leia leia leia leia /
acesse:
e veja como pode contribuir





sábado, 25 de junho de 2016

brasa


CORPO


EU VOU TIRAR VOCÊ DESTE LUGAR


fiz a dramaturgia deste experimento baseado na obra de Marcelino Freire. A peça estará em cartaz somente nos dias 27 e 28 de junho, na Praça Roosevet, em São Paulo.

Com a Cia dos Inventivos e direção de Marcos di Ferreira.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

René Char (1907 - 1988)






ARGUMENTO

Como viver sem desconhecido diante de nós?

Os homens de hoje em dia querem que o poema seja à imagem das suas vidas, com tão poucas considerações, tão pouco espaço, consumidas de intolerância.

Porque já não lhes é permitido agir supremamente, nessa preocupação fatal com a auto-destruição através dos seus semelhantes, porque a sua riqueza inerte os refreia e os amarra, os homens de hoje em dia, debilitado o instinto, perde, muito embora se conservem vivos, a própria poeira do seu nome nascido do chamamento do porvir e da angústia da retenção, o poema, elevando-se do seu poço de lama e de estrelas, testemunhará, quase silenciosamente, que nada havia nele que não existisse verdadeiramente noutro sítio, neste rebelde e solitário mundo de contradições.


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De toda as águas claras a poesia é a que menos tarde nos reflexos de suas pontes.
 Poesia: vida futura dentro do homem requalificado.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A MACIEIRA - 28 Patas Furiosas


4 – São sempre as mesmas notícias que chegam. As ondas se repetem, repetem...
3 – Ouvi dizer que uma rádio pirata está tentando invadir as ondas.
4 – Uma rádio pirata numa rádio que está à deriva? É mito. Pessoas sendo mortas porque querem voltar ao toco ou para deixar a vila? Isso tudo é mito: o toco, o mar. Desde que cada um aqui nasceu só viu a vila andando. Alguém viu algo diferente disso? Pessoas se matam/
3 – Pessoas foram mortas/
4 - Por algo que nem tem certeza se existe. Medem a vida por um horizonte de ilusões. Do nada/
1 – Chega, eu não aguento mais isso tudo. NADA. Tudo isso acontecendo e ninguém faz nada. Olha lá. Corujas. Por onde quer que eu olhe só vejo corujas. Por onde quer que eu olhe só vejo corujas. Mesmo agora, pela manhã. Ao menos visse outras espécies. Gaivotas! Nunca vi uma gaivota. Estão vendo? É só imaginar que dá pra ver o mar. Quando encontrar será o oceano entrando na vista. Eu queria que terminasse logo e então eu não veria mais fronteiras, somente espaço... e a cada novo espaço eu criaria um novo pouso e logo partiria, porque tenho esta sede infinita de HORIZONTES. Gaivotas são mergulhadoras no abismo.