domingo, 15 de agosto de 2010

Quase carta

daí q agora a noite passa grávida de algum dom, tempestades derrubando um bando de cidades. sem aviso, a onda televisiva vomita notícias de crimes assassinatos roubos corrupções

na mesa do quarto, o aquário vazio poderia ser uma metáfora do vácuo pressentido da era de Aquário, mas o q vejo é só um aquário sendo o que é. o deus que inventei e q me inventou escreve torto por linhas paralelas ou é miopia da concepção da realidade q cada um... ... ...

como sobreviver tão pequeno num mundo cheio de insetos, banhado de incertos caminhos, garimpos registrados nos calos das mãos, crianças q brotam das bocas-de-lobo, janelas de celas novelas

o q me compete é abrigar a humanidade nas letras do Brecht, forjar no metal um quintal para o samba, cantar hare-krishna, rezar para a santa. vontade de compor uma carta de amor:

sou você me é, repito palavras suas, oh neguinha (branca) que me ensina vi ver e q me copia. é o sentido do seu olhar q sigo e consigo entender coisas entre coisas: há segundos q um segredo seu muda o mundo

2 comentários:

  1. Boa!

    Isso dá um rock alternativo nordestino,tipo Zeca Baleiro, não dá?

    Sinto um Nietzsche rondando por aí, mas tem um vigor romântico em busca da vida.

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