sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SUMIDOURO

Como se fosse fácil assim, mudar e pronto. Você não me disse que era pra. Tem que medir os dois pontos da questão, ver se há coerência. Vontade de tomar café. O que te falo entra por um ouvido e sai pelo olho verdependendo da luz da notícia vinda. Tem umas moedas? Manja dois corpos ocupando o mesmo lugar no espaço do. Preciso de café ou vou dar um grito. Não muda de assunto. Preciso. Não sabia que o meu jeito. De. Quero dizer, do meu jeito isto também era amar. CAFÉ! Ouve, achei ridícula esta coisa de me contar aquilo, sabe muito bem, eu tenho esse...sabe? Não tinha notado este buraco, as pessoas continuam passando. Acredito que ninguém tenha visto algo tão infame, tão ermo. Flutoandói em mim uma lesão, um piriri. A conversa tá se diluindo pelo ralo, como um. Hoje seu olhar parece sumidouro, metade sombrio, metade na sala. Reparou como você pronuncia o s? Não, não é esta a palavra, o olha parece difuso...ou seria lúrido? Porque o motivo da gente falar isso é óbvio, só acho que não. Já sei, está muito taciturno, isto é o que eu queria. Por acaso ainda me tem? Definitivamente quero desesperadamente quero desatina. Ainda me tem? Mente, preciso de café. Não muda de assunto.

Um comentário:

  1. Meu amigo endoidou a linguagem, vai descobrir uma solidão fudida, será que aguenta? abraço

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