sábado, 2 de novembro de 2013

28 Patas Furiosas

Trecho da peça lenz, um outro, escrita em processo com o Coletivo 28 Patas Furiosas. Estreia em breve.


Lenz na janela de seu quarto.




UMA VOZ - que luz brilha através daquela janela é a vida que ainda pulsa na maior das sombras onde dorme o desconhecido aquele que de inveja mata o sol porque tem a companhia de tantos outros astros aquele é Lenz meu aluado meu amado meu amigo que aconteceria se os olhos dele estivessem no firmamento e as estrelas na caba meu querido por que não vem para perto de mim por que descobre a rota das fugas quando maiestamos enleados entrego corpo vestes preces tenho servido repouso templo casde seus caminhos porém MEU SENHOR tem por tanto tempo escapado de nossa união que penso por vezes ter aversão por minha face venha agora que prometo receber com fúria- calmaria fúria-calmaria fúria-calmaria abrirei as íntimas portas para que adentre com sua carne eu o envolverei por inteiro possuirei poros abraçarei pele nós aqui lado de fora sob esta noite que cavalga de passos leves nos entregaremos à sagração de nossos desejos seremos atrevidos diante das estrelas já mortas e apodrecidas dispa-se de tudo MEU SENHOR e toma meu todo com vontade diga meu nome Lenz chame pelo meu nome e serei de novo entregue a você




LENZ F r i  e  d e  r  i k  e...

UMA VOZ - abeire-se em mim sussurre meu nome no ouvido

LENZ F r i  e  d e  r  i k  e...




UMA VOZ - NÃO.

Meu nome é CHÃO




O Co recebe Lenz. O Co quebra Lenz. Música cafona de amor inunda o espaço. Lenz urra de dor, os órgãos parecem todos fora de suas origens. Lenz se dirige ao público, expondo suas chagas de forma patética, o corpo derramando dores que mais causam escárnio que compaixão. Finalmente encontra OBERLIN.




OBERLIN Pulou da janela novamente?

LENZ O senhor pode, por favor, colocar meu braço no lugar?


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