domingo, 9 de fevereiro de 2014

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lancei mão de frases, sem fazer feio, sem fazer feito do jeito de idéias prontas para o conceito ------- sim, um choque entre estrelas faz sibilar eternamente como um sino ou até um hino de quem, há tempo, vem vindo a pé ------- claro como a piscina cheia de cloro, cheia de graça, a tarde grávida de preguiça não requer teorias nem práticas, só um estar, um estalo dentro do tempo; como a morte que passa perto, mas sem careta, sem desvios: apenas avisando que depois de tudo ------- domingo grita-se alto, chamando e reunindo os outros, e sempre tantos outros que cada eu não é mais outro nem ninguém­ ------- ponto, na outra linha, dois dedos de prosa ------- manda um lá com sétima e eu improviso o verso, mesmo sobre o mar distante, mais próximo é o da tv na estante, som de calmante acalentando os desejos internos em plena primavera ------- ou era de outra maneira? ------- importante é que se cante, mesmo que se troque o violão e as cadeiras se arrastem e os se’s sejam ------- pq tinha coisa a dizer, filosofia a expressar, críticas ao lado mal do mau, mas não hoje, que o palco é de madeira, sonhei a noite inteira (e daí que tudo é noite: lá que se sonha) e hoje é domingo

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