Artes Visuais

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

DEVIR


confirmado: não tenho vergonha nesta alma la

vada / por mais q patrulhe ature idéias

conspiratórias

basta ver olho d gato um vestido no varal

feito flâmula arfando de calor frase do

Lorca escorada na porta

vontade dominante faz cócegas língua coça

corpo esquenta arrebenta coração por tudo

q vi verei vivi ou não

voz de vô dizendo arrependei-vos enquanto é

tempo / dedos apontando você está vertical

mente enganado

mas sou de lua ainda q eu fosse da Índia e

alguém concordasse ser isto falta de escrú

pulo / ex-tudo / fraqueza nos músculos

continuo a teimosia de mudar de opinião

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

SussUrros

minhas mãos geladas passeiam

sobre sua pele

seu ventre cálido à sombra

e desfaleço em seu seio

de moça

onde o medo não me enxerga

.

recebo seus pêlos claros

me esvaindo mansamente em seu umbigo

somando bocas úmidas a arrepios e graças

das simples vogais

.

sussurro um desejo morno

no último fio de nuca

para acalentar em suas coxas

num frescor de prazer que arrefece

(em beijos sufocantes

que cismam de deleite)

me lançando dissoluto no próximo

gozo

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SUMIDOURO

Como se fosse fácil assim, mudar e pronto. Você não me disse que era pra. Tem que medir os dois pontos da questão, ver se há coerência. Vontade de tomar café. O que te falo entra por um ouvido e sai pelo olho verdependendo da luz da notícia vinda. Tem umas moedas? Manja dois corpos ocupando o mesmo lugar no espaço do. Preciso de café ou vou dar um grito. Não muda de assunto. Preciso. Não sabia que o meu jeito. De. Quero dizer, do meu jeito isto também era amar. CAFÉ! Ouve, achei ridícula esta coisa de me contar aquilo, sabe muito bem, eu tenho esse...sabe? Não tinha notado este buraco, as pessoas continuam passando. Acredito que ninguém tenha visto algo tão infame, tão ermo. Flutoandói em mim uma lesão, um piriri. A conversa tá se diluindo pelo ralo, como um. Hoje seu olhar parece sumidouro, metade sombrio, metade na sala. Reparou como você pronuncia o s? Não, não é esta a palavra, o olha parece difuso...ou seria lúrido? Porque o motivo da gente falar isso é óbvio, só acho que não. Já sei, está muito taciturno, isto é o que eu queria. Por acaso ainda me tem? Definitivamente quero desesperadamente quero desatina. Ainda me tem? Mente, preciso de café. Não muda de assunto.